Cesinha Fernandes
“Quero
um post, um vídeo e um curta sobre como é legal me receber amanha na sua casa
carioca. Como é legal limpar a casa, comprar café e açúcar (quando o erly nao
come tudo), afofar os travesseiros e avisar pro seu Henrique que vamos falar
alto a noite toda. Como é divertido me levar no Saara e enganar a Tati que
vamos pra praia.”
Já acordei morrendo de rir, mas logo isso virou uma tristeza, nostalgia, sei lá o quê. Porque você não tem ideia de como eu gosto mesmo quando tem visita. Eu marco com uma
carinha feliz no meu celular e fico esperando a data que nem criança esperando
12 de outubro. Eu faço faxina, quase sempre, que aqui não tem pó de minério e nem
sempre vocês reconhecem a diferença entre uma casa limpa e uma casa sem pó de
minério, e deixo a Frida no quarto pra dizer que quem está esperando é ela. Eu adoro
quando vocês vem, sempre gostei de receber e aqui a situação de carência amizádica tá bem
pior.
É engraçado isso. Prefiro receber aqui do que ver em Vitória,
pra falar a verdade. Lá, preciso me esticar pra encontrar todo mundo. Aqui, as
pessoas são MINHAS. A qualidade das conversas são melhores, porque são separadas e porque sabemos que
não temos todo o tempo do mundo, e quero sim que o dia tenha mais de 24 horas,
e vou colocar chá verde no suco pra ninguém dormir. E como a vida fica suspensa
por alguns dias quando vocês vêm aqui, e como insuportavelmente volta ao normal
quando vocês vão embora.
Vocês não sabem como eu queria ficar jogando conversa fora
no Nininho e deixar a conversa acabar, e ficar em silêncio porque cansamos de
falar sobre trabalho, mas acho que estou fantasiando, isso nunca aconteceu. E vocês
não têm a menor ideia de como a ausência de certas coisas dói dói dói às vezes,
um comentário explicando uma TV aberta que não sei ver, um músico que não sei
quem é, um conselho que ninguém vai dar e tenho que fazer decisões sobre a
minha vida sozinha, ninguém devia ter que passar por isso. E eu não tinha ideia
de que essa seria realmente a parte difícil de me mudar.
Gravamos ontem, estou numa ressaca monster e totalmente
sentimental, aproveite esse momento. E já que é para fazer um post, que seja pra dizer como eu odeio ir ao
Saara, mas já que é pra ir com vocês, tá legal. E que fico programando com
antecedência coisas que acho que vocês vão gostar de fazer, e depois ainda levo
a fama de ser tirana da programação. E como eu adoro praia, mas prefiro fazer
alguma coisa que todo mundo goste, e enganar a Tati todo mundo gosta.
Agora vou tomar um suco detox e talvez até dar uma faxininha na casa, já que esse vôo não chega nunca. Ah! Mais importante: hoje vamos ver TV até a Anitta aparecer na propaganda do supermercado daqui, essa sim é uma coisa importantíssima que preciso muito mesmo mostrar pra vocês.
Conheça a autora
Pensei em qual dos posts comentaria... Achei justo que fosse neste, o último, para que você me lesse. (abuso pretensioso este meu! Quero que a Helena me leia! Logo a Helena! Logo agora que o blog virou um vlog (vlog? é isso mesmo? coisas que a minha jovem velhice não me permite ter certeza...)
ResponderExcluirPois bem, Helena! Boas noites para você.
Noites cariocas as suas. Noites baianas as minhas. Noites capixabas as nossas.
Explico-me: sou capixaba, trabalhando na Bahia - bem pertinho de Porto Seguro, longe o suficiente para o marido - em Vitória! - não sentir ciúmes. Chamo-me Roberta, sou professora do Ensino Fundamental do Darwin Eunápolis, venho e volto toda semana, assisto sempre ao Em Movimento (O MELHOR programa do ES), assisti a algumas apresentações suas, às matérias todas! Ah!, Lembro-me de você um pouco mais menina do que eu, na Escola Técnica.
Talvez aí morem todas as minhas identificações: a provinciana cidade Natal (para onde volto sempre, onde mora meu coração, onde meus pés se amarram e de onde tenho ânsias de angústia); os 31 (céus!); o carinho pelo Rio (será uma característica capixaba essa? Gostar tanto do Rio?); o "amaziamento" com o marido.
Acabei de ver uma publicação no facebook de um vídeo seu, sobre os pontos turísticos do Rio. Só então descobri o blog. Só então descobri por que o EM já não te tinha mais como apresentadora. Só então, agora, dei-me conta de que já se passaram horas da hora em que vi o vídeo... Li tantos e tantos posts do blog que não havia como não. Suas palavras, ruminadas no ponto exato da "bacaneza", mexeram com alguma coisa em mim... Ainda não sei ao certo... Talvez a possibilidade da incerteza; talvez a impossibilidade do exato... Talvez a vontade que bate em algum canto escondido de fugir!, de ir!
Pois bem... Identificações à parte, da minha parte!, apresentações à parte, lerei os outros post daqui! Quem sabe, um dia, por que não?, também eu não consiga soltar as amarras e deixar Vitória no carinho, na lembrança, e na saudade.
Foi muito bom te ler!
Lerei mais!
Boa noite!
Gente, que texto lindo, Beta!
Excluirsinto-me envergonhada por ter demorado tanto a te responder. Eu estou em Vitória, trabalhando no Festival de Cinema de lá, o que tem me preenchido todo o tempo, por isso mal estou passando por aqui. Lógico que escreverei sobre isso mais para frente, mas agora não dá. Mas saiba que me sinto honrada de receber um comentário tão elogioso de uma professora, profissão que tomo em tão alta conta, por ser filha de uma e saber quão especiais são. Obrigada!
bjs